novidades e notícias

BLOG PLACE

Confira quais são as diferenças entre síndico profissional e morador

?

O trabalho de um síndico profissional e morador, apesar de ter características diferentes, requer a mesma responsabilidade, afinal, todas as demandas do condomínio estão nas suas mãos, assim como o bem-estar dos condôminos.


Em inúmeros condomínios, o síndico não é uma pessoa bem vista ou querida. Tudo bem, nem todo mundo é obrigado a gostar de todo mundo.


No entanto, o síndico é o profissional responsável pelo condomínio e ter uma relação, pelo menos, cordial, com ele, é essencial para todos.


Afinal, vamos parar para pensar: enquanto você é morador de uma unidade e, talvez, se preocupa apenas com o seu apartamento, o síndico precisa se preocupar com todas as unidades.


Como a gestão de um condomínio não é tarefa fácil, ela foi se profissionalizando ao longo dos anos.


Por muito tempo, o comum era que o síndico fosse um próprio morador do condomínio. Mas hoje, isso mudou.


Existem inúmeros condomínios que contratam um síndico, um profissional, com conhecimentos específicos sobre o mundo condominial, para a função de ser o responsável pelo condomínio.


Então, qual é a melhor opção: um síndico que mora no prédio ou um síndico considerado mais profissional? Vamos descobrir isso hoje, no Dia do Síndico?


Continue a leitura e descubra!


Síndico profissional e morador: quais são as diferenças? 


SÍNDICO MORADOR


Vamos começar pelo modelo mais tradicional: o síndico morador.


Bem, como ficou óbvio... o síndico morador mora no condomínio. Mas, se esse fato é bom ou ruim, depende do ponto de vista…


Caso você não saiba, o síndico é escolhido pelos próprios moradores. Sendo assim, qualquer um pode se candidatar ao cargo, que tem mandato de dois anos com possibilidade de reeleição.


O síndico morador pode receber um salário ou ter sua taxa condominial abatida, já que presta esse trabalho de gestão para todos.


Por ser morador do condomínio, é um síndico que está sempre por perto. Em caso de emergências, ele logo consegue estar presente na situação. No entanto, mesmo que não seja uma emergência, há momentos em que um condômino bate na sua porta para fazer uma reclamação ou solicitação.


Por isso, se ser síndico morador é bom ou não... depende do ponto de vista.


Como morador, o síndico também tem total interesse no cuidado e boa valorização do condomínio. Portanto, é comum que este tipo de síndico seja bem empenhado com a manutenção, reformas e segurança, por exemplo.


Portanto, uma das vantagens entre o síndico profissional e morador, é que este último entende as necessidades mais urgentes e os problemas rotineiros do condomínio. 


O importante é que os condôminos tenham a consciência de que o trabalho do síndico, apesar de ser morador, também deve ser feito de maneira profissional e ele não pode ter preferências. Cada situação deve ser resolvida de forma justa e isenta de opiniões.


SÍNDICO PROFISSIONAL


Bem, a principal diferença é: o síndico profissional não mora no condomínio.


Apesar de a profissão síndico não ser regulamentada, qualquer pessoa pode exercê-lá, desde que tenha as habilidades e conhecimento necessário sobre o mercado condominial. Geralmente, são pessoas formadas em Administração ou que tenham feito cursos de especialização na área.


E essa pode ser uma das grandes diferenças entre o síndico profissional e morador. O primeiro tem mais preparo e experiência em administração, sabendo lidar com diversos problemas mais facilmente.


Como o síndico profissional não mora no condomínio, ele age de forma isenta para solucionar conflitos e pode trazer visões variadas para resolver um problema, tendo em vista a sua bagagem profissional.


Ainda pelo motivo de residir em outro lugar, os moradores não podem "incomodá-lo" a qualquer momento, principalmente em situações que não são urgentes.


A contratação do síndico profissional, no entanto, pode ser um pouco mais onerosa do que o morador por todos os motivos já apresentados.


SAIBA MAIS -> Chama o síndico: conheça o perfil desse profissional em SP


Apesar dessas diferenças, o síndico profissional e o morador enfrentam desafios comuns. Para ambos, é necessário:


  • Solucionar conflitos

  • Lidar com a inadimplência

  • Empatia e comprometimento 

  • Realizar a manutenção predial

  • Ter uma comunicação eficiente

  • Manter a confiança dos moradores

  • Garantir a transparência nas decisões


Além disso, a atividade de ambos está determinada de acordo com a Lei 10.406 de 01/2022, no Código Civil:


  1. Realizar o seguro da edificação;

  2. Convocar assembleia dos condôminos;

  3. Prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas;

  4. Elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano;

  5. Cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas;

  6. Cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia;

  7. Dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio;

  8. Diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores;

  9. Representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns.


Por isso, a escolha entre síndico profissional e morador depende das necessidades específicas e da cultura do condomínio. Cada abordagem tem seus méritos e desafios, e o importante é encontrar um equilíbrio que atenda às expectativas dos moradores e promova um ambiente saudável e bem gerenciado.


CONFIRA -> 6 dicas de tendências do mercado imobiliário